If I were you, I’d knee before the Great Owl. Who?, you may ask. Exactly! Who!

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cake
Cake day: May 12th, 2026

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  • - Wait until midnight.
    - Turn on the computer using the foot’s thumb finger.
    - Clean the mouse’s trackball while you hear the Windows XP’s starting song “trunn trun trunnn, trun-trunnnnnnn” in your bedroom, followed by some cracking noise foretelling an incoming cellphone call in your Nokia 3310.
    - Dial the ISP using the Windows XP’s “Dial-up connection” dialog
    - Spin up a Winamp playing the same “Numb” by “Linkin Park” (or “Bring me to life” by Evanescence, or “Fireflies” by Owl City, or several other classics) over and over again.
    - Spin up MSN Messenger and see that “Numb - Linkin Park” (or whatever song) as both your status message and your contacts’ as well.
    - Spin up Internet Explorer 6 and go to Orkut.
    - Oh, a new testimonial and two new scraps.
    - Also a new discussion thread in the community “Eu odeio acordar cedo”.
    - Got tired of Orkut communities, check if there’s anything new in “Buddy Poke” and “Happy Farm”.
    - Got tired of Orkut altogether, but Jake, my colleague from school, just made my MSN window to shook and sent me a Wink, inviting me to a match in Counter Strike. I plug it to the living room’s CRT TV using a convoluted connection.
    - My grandpa starts complaining about how I’m damaging the CRT TV with the pesky Computer-to-TV adapter.

    This won’t be coming back. Like, ever. The Alpha Gen and most of the GenZ will never be able to truly know what I’m taking about.

    So, please MySpace, don’t try to fool me with illusory hopes. Yahoo Messenger isn’t coming back. Limewire and E-mule’s “Every-Linkin-Park-album-ever-released.exe” aren’t, either. And it won’t be MySpace the one to bring that to life (pun intended). Since Harambe died, the world has never been the same. In the end, it doesn’t even matter.

    !technology@beehaw.org




  • Ué… Temperatura? Até onde eu sabia, as únicas situações onde a luz indicadora pisca são enquanto o laptop está dormindo, sobrevoltagem e subvoltagem, a última situação sendo o gatilho que leva à indicação de uma bateria morta (exemplo: bateria fornecendo 10V ao invés de 12V).

    Provavelmente então isso é algo de laptops mais novos, porque os que eu tive e o que eu uso hoje são laptops pré-jurássicos então talvez ainda não tivessem esse mecanismo. Tanto é que eu mantenho um widget de monitoramento de temperatura do KDE Plasma próximo ao relógio do sistema, porque a ventoinha não é lá muito eficiente e já vi situações onde meu laptop momentaneamente chegou a quase 100C (e o máximo que o sistema fez foi reduzir o clock dos núcleos pra faixa dos megahertz sem maiores indicações visuais sobre o ocorrido).

    Enfim, TIL. Tô enferrujado em Tecnologia da Informação da década de 20 😅

    O ideal então seria diagnosticar o que está causando o sobreaquecimento e também tentar, se possível e quando possível, manter o laptop em condições que permitam ventilação. Por exemplo, tem esse tipo de base/suporte da foto, fica tanto ergonômico pra usar e também permite melhor circulação de ar. Como essa base é possível desmontar e montar, é até possível inclusive carregar junto com o laptop em viagens.

    !brasil@lemmy.eco.br

    Base metálica ajustável pra notebook


  • O sistema operacional não faz diferença nesse caso: é a bateria desse laptop que faleceu…, e a placa-mãe (independente do sistema operacional) indica isso através desse pisca intermitente. Esse meu velho Acer ES1-572 estava acontecendo algo similar antes de eu comprar uma nova bateria. Dependendo o ano e modelo do laptop, ainda existirão doadores e daí seria possível realizar uma cirurgia de transplante de bateria, chave Phllips ao invés de bisturi porque provavelmente a bateria não é removível como antigamente era dentre os laptops.

    O lado positivo (duplo trocadilho intencional, triplo se não fosse ASUS) é que, diferentemente de smartphone, mesmo quando a bateria vai para a terra do “nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos”, ainda é possível ligar um laptop pela fonte. Não é recomendável porque torna o laptop suscetível ao desligamento abrupto (e consequentemente danos à placa-mãe e/ou aos demais componentes) caso houver uma mínima interrupção no fornecimento de energia pela fonte (seja por mal-contato, desconexão acidental ou por oscilações muito bruscas na rede elétrica), mas é possível caso não seja possível encontrar/adquirir uma nova bateria.

    !brasil@lemmy.eco.br


  • barulho alto de fogos de artíficio

    Pois é, foi como eu falei ali pra Homo_Erectus, o ruído dos fogos de artifício é prejudicial às pessoas com TEA e hipersensibilidade (eu incluso), aos animais silvestres e aos cães domésticos. Não é sempre, depende muito do meu organismo, mas tem vezes que me dá crise ao estar imerso em uma situação de fogos estourando com cachorros latindo e pessoas gritando eufóricas na vizinhança. Som alto também; sem brincadeira, eu passei as noites de Carnaval sentado no chão do banheiro com a porta trancada porque era o único lugar da casa toda onde o som externo abafava o suficiente, som externo esse que estava a vários quilômetros de mim, mas parecia que estava dentro de casa, de tão intenso que estava.

    Sem contar como fogos de artifício agregam à poluição do meio ambiente, trocentos metais pesados sendo queimados e lançados à atmosfera. Mesmo aqueles “fogos de artifício silenciosos” usados no Reveillon, é bem bonito e tal, mas pra chegar naquelas cores, vai prata, alumínio e tudo quanto é química pesada no ar que fauna (nós seres humanos inclusos) e flora respiramos.

    a fixação do brasileiro com esporte é questionável

    Embora eu concordo contigo, nesse ponto eu meio que entendo xs brasileirxs (e os seres humanos no geral): ao meu ver, nossa vida como Homo sapiens basicamente se resume a acordar cedo, pegar trânsito engavetado enquanto respira-se a poluição causada por nós mesmxs, trampar (se a pessoa tiver sorte de ter uma servidão moderna pra chamar de “emprego”) das 8h às 18h de segunda a sábado pra um arconte empresário que geralmente tá pouco se lixando prxs funcionárixs, pra poder pagar o cada vez mais alto custo de vida distribuído em cada vez mais “assinaturas mensais”, e no final do dia a pessoa estará tão cansada que não sobra energia pra, sei lá, fazer aquilo que sonhava fazer quando ainda era criança, talvez estudar ou observar o comportamento das majestosas jacurutus à noite. Isso quando não tem filhxs ou parentes pra cuidar, o que adiciona mais camadas densas de cansaço.

    Então ocorrem esses eventos de grande escala promovidos pelo capitalismo onde as pessoas são “permitidas” pelo próprio capitalismo, pelo menos por alguns dias, a sair da rotina maçante, e ainda sonhar (“, mais um sonho é impossível…”) em estar ali no lugar do “Tafaréu” ou “Neymar” ou sei lá mais quem (acho que tô desatualizado com relação a nomes de jogadores de futebol), ganhando milhões pra chutar um objeto esférico de plástico pelo gramado quilométrico de um Coliseu moderno que poderia ser usado, por exemplo, pelos governos para dar casa àquelxs que não tem condições de ter, ou como um jardim botânico pra tentar dar sobrevida à Natureza que estamos destruindo, etc.

    No fim, ao meu ver, é uma tentativa de fuga da realidade, e todxs nós, em maior ou menor grau, estamos tentando fugir e/ou lidar com essa realidade demiúrgica na qual nos encontramos inseridxs, tentando recuperar e/ou alcançar o suposto conforto da “felicidade” efêmera. Algumas, por uma busca externa; outrxs, por uma busca interna (esotérico, eso = pra dentro).

    Só que, lógico, essa busca não justifica causar dano a outrem, como ocorre direta ou indiretamente nesses eventos. Pessoal pode dizer “ah, a modernidade tá cheia de frescura, não pode nem ter diversão mais”. Diversão não é (pelo menos não deveria ser) sinônimo de causar danos a outrem (e muitas vezes esses danos voltam contra as próprias pessoas, num baita karma cósmico). Som alto, por exemplo, acho que a galera do “som no talo” ou da “glorificação de pé” não ia gostar que eu colocasse um subwoofer na porta da casa/igreja/boteco delxs tocando “LIV - Choronzon” de Nyx Ritual, “The Unborn” de Semicolon, “Masked Ball” de Jocelyn Pook, “V” de Dita Redrum, “The Stream” de Tanuki Project, dentre tantas outras músicas/artistas que curto e ouço vez em quando, na porta delxs.

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  • Ainda acho complicado chamar de facista, alem do termo estar perdendo o peso historico, um facista é acima de tudo um estatista, ou seja, acredita que o estado deve suprir todas as demandas sociais

    Nesses dois pontos concordo; por lá, o Dump está é reduzindo mais do que já é o estado de bem estar social (welfare state). Obamacare e food stamps indo pro espaço porque “alguma coisa alguma coisa não existe almoço grátis” mantra do “ancapistão” (mas pra bombardear o Irã diuturnamente e gastar bilhões de dólares por dia, aí tem almoço grátis pros milicos)

    Sobre ele receber esse premio, eu admito que não sabia.

    É que isso ficou mais falado na gringa, principalmente nos Estragos Unidos entre a galera que está tentando resistir e lutar contra o desgoverno trumpista. Aqui no Brasil parece que não se falou nada disso, ao menos não vi na mídia grande (G1), eu fui saber disso foi pelo feed gringo do Lemmy.

    A copa do mundo pode afetar, e/ou expor diretamente a relação entre paises, vide exemplo do Egito

    Outro exemplo também que me lembrei: os jogadores argentinos ergueram um cartaz em campo “las Malvinas són argentinas” e isso causou reação política do Reino Unido que considera as ilhas como Falklands britânicas.

    dei uma olhada em sua arte e realmente é muito boa, parecendo pinturas a oleo

    Opa, valeu mesmo!

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  • N sou muito de textao, mas ja que se deu ao trabalho de fazer um, imagino que esteja disposto ao menos ler minha opinião.

    Tranquilo, e claro que estou (disposto a ler sua opinião), é justamente o motivo de eu tentar incitar a troca de ideias com aquilo que trago.

    Sobre Trump, de fato ele é um baita arrombado, mas não acho que seje um facista.

    Quando dizemos que Trump é fascista, não é apenas xingamento, é que literalmente Trump segue uma cartilha parecida ao do Mussolini. É como dizem: Rabo de gato, orelha de gato, faz miau…

    Mas tipo, ele é um dos paises sediadores, ja era de se esperar que ele estivesse no evento

    Estar no evento é uma coisa (e, de fato, esperado); a FIFA entregar a ele um troféu como se fosse ganhador de alguma coisa e dizer que ele “promove a união e a paz” (um minuto, tenho que vomitar aqui), é outra.

    E meio que todo mundo sabe que ela só perdeu por conta da repercussao que teve o caso.

    Bom, não entendo de futebol mas suponho que o peso político de uma situação tenha sim sua influência em uma partida, na motivação/desempenho de jogadores, assimetria no número de torcedorxs, etc.

    Apenas levantei a questão sobre “tepo perdido” pois ninguem é um super humano que toma todo o seu tempo para algo produtivo.

    Tranquilo. Também não sou “super humano”, os lances que faço, como por exemplo o desenho que está como imagem de perfil meu, são coisas que faço como parte de um hobby mesmo (e também prática espiritual/religiosa mas aí são outros quinhentos), algo sem necessariamente fins produtivos stricto sensu, embora muito possa se extrair de um hobby.

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  • Não sou a pessoa que comentou, protogen420, mas, por exemplo, no meu caso, meu “tempo não perdido”, por assim dizer, é gasto com produção esotérico-artística, leitura e aprendizado. Tenho aprendido sobre espécies específicas de corujas (Megascops kennicottii, Bubo bubo, Bubo virginianus “jacurutu”, Athene cunicularia “coruja-buraqueira”, etc…), tenho aprendido sobre modelagem 3D no Blender (criação de esqueletos, escultura, animação e cinematografia, uso de APIs via Python, motor de renderização Cycles), enfim… (várias coisas, essas são apenas meus “interesses especiais” do momento)

    Não me leve a mal, não sou contra as pessoas gostarem de futebol. Eu, pessoalmente, não entendo nem curto eventos desportivos (seja futebol, vôlei ou afins; eu sou o típico nerd da sala de aula, prefiro estar estudando alguma coisa, criando arte e/ou praticando meu esoterismo), mas entendo perfeitamente que tem gente que ama futebol e tal; desde que não haja agressões contra quem torce ao “time oposto”, desde que seja uma paixão sadia, desde que não haja lançamento de fogos de artifícios (cujo ruído é prejudicial às pessoas com TEA e hipersensibilidade (eu incluso), aos animais silvestres e aos cães domésticos), muito legal. Não sou melhor que ninguém.

    O meu problema é referente à instituição FIFA, instituição comprovadamente fascista que literalmente deu um troféu pra um sujeito fascista (Donald J. Trump, atual presidente dos Estragos Unidos) que tem tentado interferir na política e judiciário brasileiros, sujeito esse que semana passada acabou de botar tarifa em cima das exportações brasileiras porque o Brasil não se curvou aos desígnios dos Estragos Unidos.

    Meu problema é quando essa instituição, FIFA, ganha os olhos e corações (e inclusive bolso, vide “figurinhas da copa” e demais produtos oficiais da FIFA que resultam em dinheiro à FIFA) do povo brasileiro como se nada disso estivesse acontecendo. A pessoa torcedora brasileira está, na prática, dando dinheiro (direta ou indiretamente) para uma organização que está apoiando forças contrárias ao bem-estar econômico e social dessa própria pessoa torcedora brasileira.

    Não precisa acreditar em mim, eis o que estou falando no próprio site da FIFA: https://inside.fifa.com/campaigns/football-unites-the-world/news/president-trump-peace-prize-football-unites-the-world

    !brasil@lemmy.eco.br




  • Há um tempo atrás tinha visto alguma coisa relacionada a “botão de compartilhamento nativo do Fediverso”, algo parece que vindo da equipe do Mastodon (talvez não seja do Mastodon, não me lembro ao certo). Era uma espécie de widget para adicionar aos sites para que um perfil ou conteúdo fosse facilmente redirecionado para a instância que a pessoa visitante utiliza. Não sei até que ponto esse recurso utiliza o /authorize_interaction, mas é algo que lembro de ter visto de relance. Infelizmente não cheguei a salvar.

    Mas, além desse endpoint e desse widget, existem uma forma que é usar a própria busca textual da instância para buscar uma URL. Eu uso uma instância de uma plataforma baseada no Misskey para interagir com o Fioverso e, como não tenho mais contas no Lemmy, peguei um hábito de usar as instâncias públicas do Lemmy, como visitante, para navegar pelas postagens recentes (foi assim que encontrei esse fio, por exemplo) e, quando eu vou interagir com um fio ou comentário, copio o link desse ícone de estrela multicolorida, vou na aba do Catodon (instância que uso), vou na busca e colo a URL. Na maioria das vezes funciona; nas raras vezes onde isso não funciona geralmente tem a ver com falta de federação ou até com Cloudflare/Anubis mal-configurado interceptando o que era pra ser uma comunicação S2S entre instâncias de Fediverso.

    Talvez esse método de puxar conteúdo federado via busca seja melhor no caso de, por exemplo, um conteúdo que está sendo compartilhado com várias pessoas que habitam instâncias diferentes, como por exemplo numa sala de Matrix ou XMPP.

    De qualquer forma, bacana esse /authorize_interaction aí, testei com outra postagem do Lemmy e funcionou no Catodon/Misskey.

    Uma sugestão, para o lado da pessoa amiga exemplificada no post, seria usar o mecanismo de adicionar mecanismos de busca do Firefox/Chromium, para que uma URL de fediverso seja colada após uma cadeia de caracteres (exemplo: cadastrar https://instancia.que.utilizo/authorize_interaction?uri=%25s com um gatilho/apelido de fácil acesso, daí dá pra digitar esse garilho/apelido na barra de endereços seguido da tecla “tab” e em seguida colar a URL e daí vai automaticamente pra instância). Nos prints abaixo, um exemplo usando a instância que utilizo (não sei se todos os prints que mandei vão aparecer, são três imagens).

    !fediverse@bolha.forum

    Passo 1: cadastrando o authorize_interaction como se fosse um mecanismo de busca. (Imagem mostra o "Adicionar Mecanismo de Busca" do Firefox, onde estou utilizando o nome "cato" e a URL "https://catodon.rocks/authorize_interaction?uri=%25s"). Passo 2: digitei "cato", apertei tab e então colei uma URL de um post do Lemmy (no caso, um post recente dessa comunidade no bolha.forum), então apertei enter. Passo 3: a postagem foi então puxada automaticamente pela instância, no meu caso, como uma nota do Misskey (aqui do lado do Misskey, postagens e comentários são chamados de "notas").



  • Apenas como disclaimer: oficialmente, não tenho diagnóstico nenhum, já que psiquiatras e psicólogxs nunca souberam lidar com meu mundo interior que envolve questões filosóficas e (mais recentemente) espirituais, mas sinto que sou neurodivergente, talvez AuDHD (Autista + TDAH) ou até uma condição de origem mais neurológica como Síndrome de Geschwind (embora não tenho convulsões, mas tenho auras e enxaquecas vez em quando). Até abandonei de encontrar respostas na psiquiatria e hoje faço psicanálise, porque é o que melhor lida com minhas questões e não tem preconceito com minhas “crenças atípicas” (tal como fui diagnosticado “esquizotípico” por uma das psiquiatras ao revelar minhas crenças luciferianas centradas na figura de Lilith).

    Tentei, por duas vezes, graduação em Análise e Desenvolvimento de Sistemas em FATECs (Faculdade de Tecnologia, Centro Paula Souza) de duas cidades diferentes. Na primeira tranquei e posteriormente “jubilei” por conta de burnout que provocou TAG (crises de ansiedade) e posterior depressão; na segunda, após ter concluído todas as disciplinas e na já fase de elaborar o TCC (Trabalho de Conclusão de Curso), desisti por completo e adotei oficialmente a condição de “superior incompleto”.

    Essa minha desistência se deveu, principalmente, a uma dificuldade em acessar a pessoa orientadora, tendo eu tentado três pessoas orientadoras diferentes, nenhuma das quais atendia ou respondia às minhas tentativas de ser orientado. Por mim eu teria feito o TCC totalmente sozinho, sem orientador nem nada (até porque estou acostumado, desde o Ensino Fundamental, a fazer as coisas sozinho, até na maioria das vezes é o que prefiro), porém as regras acadêmicas são claras, eu precisava da presença dx orientadorx, sobretudo, pra autorizar o TCC e assinar como orientadorx e, ademais, o nome diz tudo: “orientadorx”, está ali para orientar, e quando não há um devido acesso a essa orientação, o TCC como dispositivo social-acadêmico está incompleto.

    Antes, no decorrer do curso, eu me dava relativamente bem com colegas e professorxs, mesmo sem manter amizades; meu foco era o curso, principalmente porquanto eu estava no ambiente do campus (na verdade sempre fui sistemático assim, tentando separar profissional do pessoal; dou-me bem em equipe e consigo colaborar com equipes de qualquer tamanho, bem como tecer apresentações em público daquilo que intelectualmente/tecnicamente domino; quando estou botando a mão na massa, porém, prefiro ter a autonomia e liberdade de fazer do meu jeito, usando o que der na telha para atingir o objetivo, enquanto simultaneamente averso à mesmice/rotina; com isso, acabou que eu tenho uma deficiência em “networking profissional” e também sequer sei o que é a tal da “amizade” ou “relações humanas”).

    Professores que eram conhecidamente “chatos” (como, por exemplo, um professor de Programação Linear, bem como outro de Estrutura de Dados) eram, pra mim, os melhores professores: eram tidos como chatos apenas porque não ficavam nem gostavam de papinho na sala de aula.

    No “recreio” (intervalo), eu gostava ou de ficar na sala de aula estudando (parte por causa de traumas com bullying na época do Ensino Fundamental durante os recreios), ou andando pelos cantos afastados do campus enquanto eu literalmente ficava falando sozinho (ou, na verdade, falando comigo mesmo). O primeiro campus era no meio de uma área rural, então eu gostava de ficar andando no meio do matagal nos limites do terreno do campus onde não tinha absolutamente ninguém. Às vezes eu juntava-me às rodas de conversa quando eu escutava que estavam falando sobre uma vindoura prova ou seminário, mas assim que começavam com papos mais mundanos (“moto/carro”, “namoro”, “futebol/esportes”, etc), eu simplesmente virava as costas e voltava às minhas andanças pelos cantos do campus.

    Talvez existam outros aspectos que esqueci de mencionar, mas basicamente essa foi minha relação com o Ensino Superior. Tenho uma carreira de praticamente dez anos em T.I. como programador/DevOps, mas hoje, desempregado e vendo os rumos preocupantes da tecnologia (a “merdificação” das coisas, como bem definido por Cory Doctorow) e desiludido com programação (ainda programo, vez em quando, mas para fins pessoais, de hobby, sem ter que atender uma “demanda”), onde diploma não é mais garantidor de carreira e ser profissional de TI hoje em dia virou ser tutorx de Claude/ChatGPT, não sei nem mais o que fazer da minha existência biológica a não ser criar artes esotéricas como venho criando (porém não penso nem quero lucrar em cima das minhas expressões artísticas, e na verdade tenho abominado cada vez mais o capitalismo e essa dependência de dinheiro para uma sobrevivência biológica que sequer consenti). Parafraseando um meme relativamente popular entre GenZ/millennials, meu plano de aposentadoria é o cemitério rs.

    !neurodivergent@bolha.forum


  • !brasil@lemmy.eco.br

    Até pouco mais de dois anos atrás, eu não tinha muitas habilidades de desenho manual (digital ou físico); quando desenhava, era bem próximo de um desenho rascunhado. De repente tive motivos pessoais (espirituais, gnose) que me levaram a quase que uma necessidade de visualizar aquilo que eu estava vendo na minha mente, então num primeiro momento usava IA nessa sede de externalizar e manifestar o mental-espiritual, mas mesmo as mais sofisticadas IAs com as mais detalhadas instruções não atendiam tanto ao rigor da teofania (ou, pra ser mais preciso linguisticamente, deafania).

    Como eu já tinha habilidades anteriores de edição profissional de imagens (Photoshop, à época em que eu usava Windows, e depois GIMP no Linux) devido à minha atuação de designer gráfico paralela/atrelada à minha carreira de DevOps (fazia sistemas e sites e ainda criava, de forma proativa, logomarcas, ícones e outros elementos gráficos), fazia a chamada “arte generativa híbrida”, fotoshopando duas ou mais imagens de IA em uma representação final. Também não me era suficiente, meu perfeccionismo gritava dentro de mim “essa parte da imagem tá errada!!”; em algum momento que não me recordo claramente, passei a tentar desenhar de outras formas.

    E aqui cito três coisas que foi o que mais me ajudaram a desenvolver e melhorar minhas habilidades de desenho: mass drawing (em oposição ao line drawing), estudos autodidatas em anatomia e (mais recentemente) ornitologia, e hiperfoco.

    O jeito que você desenha, e o jeito que eu desenhava no passado, é o chamado line drawing, desenho por contornos e linhas, onde geralmente faz-se o contorno dos elementos da arte com caneta ou lápis grafite pra depois preencher com um lápis de cor. No mass drawing, o desenho já brota da forma preenchida (da área e não do perímetro). No mass drawing, começa-se de uma mancha que vai se expandido até pegar a forma. Aqui vai um exemplo do que estou me referindo que eu mesmo fiz, e tem outros exemplos, alguns com time-lapses, que postei naquele meu perfil de Fediverso.

    Já a anatomia (humana e não humana) dá uma base para posicionamento e proporções. No meu exemplo acima, repare como conceitos anatômicos, como a relação entre testa e nariz e eye sockets e zigomático, são forte influência na hora de criar o rosto. Para corpo inteiro, criei o hábito de tentar desenhar o literal esqueleto (ossos) sobre o qual então preencho, noutra camada, o corpo e a pele. Meu estilo gótico e Memento Mori ajuda bastante na memorização e familiarização com esqueletos humanos.

    O hiperfoco é, eu diria, a cereja do bolo, essa minha urgência interna de precisar fazer, seguida de uma jornada de horas a fio para o tal fazer.

    Rotoscopia, fazer o desenho em cima de uma foto-referência, também é algo que ajuda a desenvolver noção de forma-massa.

    Depois que desenvolvi essas habilidades, passei a conseguir desenhar, por conta própria e sem precisar de IAs, muita coisa, embora meu desafio passou a ser perspectiva tridimensional; na esteira desse desafio, atualmente tenho experimentado com modelagem 3D no Blender, que passou a ser meu hiperfoco há cerca de dois meses.

    É algo que leva tempo, principalmente se não existir esse hiperfoco de AuTDAH (TDAH com espectro autista) como eu (não diagnosticadamente) tenho mas que certamente é o que me ajudou e tem ajudado a desenvolver habilidades em tempos no geral inconcebíveis (exemplo: de um distante conhecimento superficial em modelagem 3D e CAD, à criação das próprias shape keys em modelos já riggados em menos de dois meses de tentativa-e-erro no Blender) às pessoas neurotípicas.

    Ah, e a propósito, a imagem desse meu perfil é um desenho recente que fiz usando essas técnicas acima (principalmente ornitologia pra poder desenhar a Bubo ascalaphus coruja-real-faraó).